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Depois de em 1809 aí ter estanciado Lord Byron,
o hotel adquiriu grande notoriedade, mas outras importantes figuras
do panorama intelectual oitocentista pernoitaram no Lawrence, como Alexandre
Herculano, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Bulhão
Pato, Rarnalho Ortigão e tantos outros grandes nomes, quer da
Arte quer da Política Nacional.
Perto do centro da vila, o Hotel Lawrence oferece condições
propícias a momentos de lazer e, sobretudo, uma estadia aconchegante
e terna, capaz de elevar os corações em lua-de-mel.
É com este conceito que o Lawrence's Hotel reabriu em 1999, após
ter sido Hospedaria Inglesa, pertença do Sr. Duran (1850); foi
depois vendida ao Sr. Miguel Gallway, que aumentou o edificio e alugou
uma parte ao Sr. Alvaro Simoes para ser usada como pastelaria, onde
se fabricaram os primeiros pastéis de feijão (1900); em
1935 foi comprada por uma Sra. Checoslovaca - Maria Janavcova - que
abre o Hotel em 1949 como Estalagem dos Cavaleiros; em 1961 é
encerrada; em 1969 é vendida ao Sr. Guedes Hare para reabrir
como Hotel mas a obra é embargada. Em 1989 é adquirida
pela Família Holandesa Bos e reerguida até à presente
data, 235 anos depois, para mais uma vez se chamar Lawrence's.
"O famoso hotel Central em Lisboa, o Lawrence" (como é
citado por Eça), na sua construção setecentista,
de estrutura modesta e "fachada banal", mas que, todavia,
encantava de imediato o observador: "-Tem o ar mais simpático-",
reabieu como Hotel de 5 estrelas, mas com um ambiente acolhedor de "casa". |
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